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Microagulhamento: saiba tudo sobre a nova técnica que rejuvenesce a pele

30 de JUNHO de 2017

O tratamento também é indicado para redução de manchas, cicatrizes de acne e rugas


Um dos mais novos procedimentos para rejuvenescimento da pele, o microagulhamento, é um tratamento dermatológico que se tornou popular no Brasil nos últimos quatro anos. A técnica consiste em aplicar agulhas esterilizadas e de aço cirúrgico na pele, através de um equipamento chamado Roller (que possui cerca de 200 agulhas dispostas em um rolo).

O Dr. Luís Torezan, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), explica que o sistema de rolamento gera centenas de microperfurações na pele, que estimulam a produção de mais colágeno e elastina. Com o aumento dessas substâncias, toda a pele é reestruturada e beneficiada com a reorganização das fibras internas, o que leva à diminuição das rugas e das cicatrizes de acne, resultando em uma pele mais firme.

Como é feito

O microagulhamento, ou a indução percutânea de colágeno (IPCA), é feito através de agulhas extremamente afiadas e que penetram na pele. De acordo com a enfermeira Marina Jardim Nogueira Araújo, profissional que atua no Estilo & Forma, o comprimento das agulhas pode variar de 0,25 até 3 milímetros, por isso o procedimento requer anestesia local. 

Após a higienização da pele e aplicação da anestesia, o Roller é passado na direção vertical, horizontal, diagonal direita e esquerda, cinco vezes cada. A aplicação provoca microperfurações na região tratada e um leve sangramento, que cessa após alguns minutos. “Conforme a intensidade, a pele ficará com inchaço e vermelhidão, que pode durar de dois a três dias, pois a recuperação costuma ser rápida”, explica Marina.

É muito importante que o equipamento possua registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). “Isso traz mais segurança ao paciente e também ao profissional, pois a ANVISA proibiu a reutilização do Roller no microagulhamento. A recomendação é usar apenas em uma única sessão e depois descartar, a fim de evitar contaminação”, ressalta a enfermeira.

Principais indicações 

O tratamento não é restrito ao rosto e pode ser feito em qualquer lugar do corpo, inclusive no couro cabeludo, para aumentar a circulação sanguínea. As principais indicações são:

- Rejuvenescimento facial
- Melasma e manchas em geral
- Cicatrizes de acne, queimadura ou cirúrgica
- Rugas
- Estrias
- Melhora de poros e textura da pele
- Alopecia (queda de cabelo)

É necessária uma avaliação prévia da pele para determinar o número de sessões e atingir a expectativa da paciente. Normalmente são feitas de três a quatro sessões de microagulhamento, com pausa de um mês, entretanto a quantidade de sessões pode variar de acordo com a finalidade do tratamento. Cada sessão dura, em média, de 30 minutos à uma hora.

Profissionais autorizados 

Apesar de o equipamento ser vendido livremente, não se deve realizar o procedimento em casa. Às vezes o barato pode sair muito caro. “Se houver aplicação incorreta, o procedimento traz muitos riscos, pois as perfurações podem servir de entrada para fungos e bactérias, além de causar infecções mais graves”, destaca Marina. 

O tratamento deve ser aplicado exclusivamente por profissionais que atuam na estética. Por se tratar de um procedimento invasivo, o microagulhamento deve ser realizado por um profissional habilitado, para prevenir complicações após a aplicação. Portanto, deve ser feito por dermatologistas, cirurgiões plásticos especializados, ou fisioterapeutas dermatofuncionais com especialização na técnica. 

Em 2015, uma resolução do Coren (Conselho Regional de Enfermagem) de São Paulo  autorizou também os enfermeiros a atuarem em procedimentos estéticos. “Os profissionais de enfermagem que atuam na área de estética poderão desenvolver os procedimentos relacionados aos cuidados dos pacientes no pré, intra e pós-procedimento, como também a realização e aplicação dos métodos de intervenção em estética”, diz o documento.